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Cânion Fortaleza e produção orgânica de alimentos



 

São varias as opções de passeios de ecoturismo na região de Cambará do Sul e Praia Grande. Dentre algumas podemos citar os diferentes passeios nos quatro Cânions da região, Cânion Fortaleza, Cânion Itaimbezinho, Cânion Malacara e Cânion Churriado, podendo ser realizados a pé ou de bike, por cima ou por dentro deles. A região ainda oferece visitas e rapel em cachoeiras, passeios de bote, visitas a empreendimentos rurais, como criadores de abelhas e produtores orgânicos, entre outros.

 

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Nesta matéria falaremos um pouco mais sobre o Cânion Fortaleza e sobre duas opções de turismo comunitário e rural na região.

 

Cânion Fortaleza

 

Antes de começarmos algumas observações são muito importantes:

 

  • Se você quiser realizar a maior parte dos passeios e trilhas da região, será necessário, no mínimo, 7 dias inteiros para tal.

 

  • Para fazer os passeios e trilhas em cima dos paredões dos Cânions, os acessos são, principalmente, via Cambará do Sul, então neste caso a sugestão é hospedar-se na cidade de Cambará.

 

  • Para fazer os passeios e trilhas dentro dos Cânions, os acessos são, principalmente, via Praia Grande.

 

  • Apesar de serem apenas 40 km distante uma da outra, a serra entre as duas cidades é MUITO ruim, e perde-se mais de 1 hora para fazer a travessia. Então o ideal é hospedar-se por um tempo em Cambará e fazer os passeios de cima e então descer para Praia Grande e hospedar-se por lá enquanto realiza os passeios por dentro dos Cânions.

 

 

Assim como o Cânion (ou Caynon) do Itaimbezinho, o Fortaleza é um dos mais famosos da região, e muito se deve a trilha relativamente fácil no alto da formação. O passeio se destaca pelo Fortaleza ser o maior cânion da região e por suas visões deslumbrantes.

 

O acesso ao começo da trilha, via Cambará, leva cerca de 1 hora, e apesar de ter sido parcialmente asfaltado, ainda é bem pedregoso. É possível fazê-lo em qualquer tipo de veículo, mas não é aconselhável, visto que judia bastante do carro. A recomendação é que para esta trilha, o turista contrate uma agência da região e solicite para ir com o veículo da mesma. Vale lembrar que durante nossas visitas utilizamos os serviços da agência de turismo Verdes Canyons, veja mais sobre a agência no final da reportagem.

 

Passando a entrada do parque nacional (ainda de carro) anda-se mais um pouco até chegar ao local de estacionamento. Onde (infelizmente) já encontramos algumas raposas que vêm até os carros à espera de comida, que normalmente é dada pelos turistas.

 

Dali são cerca de 1,5 km (1h30min) até o topo, nesta caminhada observa-se 95% do cânion e em dias claros é possível ver parte da planície catarinense e parte do litoral gaúcho. As vistas são realmente deslumbrantes, algo que no Brasil, só pode ser visto naquela região.

 

 

Depois de pegar o carro, no caminho de volta para Cambará, existe um ponto de parada no início da trilha da Cachoeira do Tigre Preto. A trilha tem 3 km de extensão (ida e volta), e permite uma visão do cânion por um ângulo totalmente diferente, além de ver a própria cachoeira do Tigre Preto, depois de passar por cima dela e na beira do Cânion! Com uma pequena caminhada a mais chega-se à Pedra do Segredo, mas para saber o segredo só indo lá para ver.

 

Dá mesma forma que o caminho até a trilha pode ser feito com carro próprio, as trilhas também podem ser feitas sem guia, porém, principalmente para a trilha do Tigre Preto, em que é necessário atravessar o rio no alto do penhasco, o guia é altamente aconselhável.

 

Como são formados os Cânions

 

No passado quando ocorreu o choque da placa tectônica onde fica a América do Sul com a placa onde fica o oceano Pacífico, sugiram várias fraturas no solo, e os rios que nascem nas altas planícies das Serras Gaúchas correm por estas falhas, “cavando” com mais facilidade e formando então os Cânions.

 

Os paredões são muito altos porque como nesta região os rios nascem no alto das planícies, a força da gravidade ajuda bastante o trabalho deles. Se estivessem correndo na altura do oceano, a erosão seria bem menor.

 

Os Cânions estão em constante mudança. Quando ocorrem grandes chuvas na região, por exemplo, a força da água leva tudo o que aparece pela frente, sendo frequentes os desmoronamentos.

 

 

Suco de morango e almoço orgânico

 

A agência de turismo Verdes Canyons, que nos acompanhou nos passeios da região, incentiva que seus turistas realizem outros passeios entre as visitas aos Cânions ou nos dias nublados ou de chuva.
A agência, que é formada por 03 jovens guias credenciados e que antes trabalhavam com agricultura orgânica na região, oferece passeios de Agroturismo em propriedades de pequenos produtores no entorno dos Cânions. É uma forma que eles encontraram de trazer renda para toda a comunidade local e ainda beneficiar a natureza, visto que só trabalham com produtores orgânicos.

 

 

A equipe EcoHospedagem foi conhecer duas propriedades participantes da associação ACEVAM (Associação dos Colonos Ecologistas do Vale Mampituba), que incentiva práticas responsáveis de agricultura. Veja mais sobre o projeto

 

Na oportunidade fomos tomar um suco de morango orgânico e ouvir algumas das muitas histórias e lendas da região com os simpaticíssimos seu Afonso e dona Maria, donos da propriedade e descendente dos escravos que se refugiaram na região.

 

E também fomos almoçar na Propriedade Agroecológica do Eliseu, por lá a família planta e cria, de forma orgânica, tudo o que consome e vende. Foi um típico almoço rural, acompanhado de suco de açaí da palmeira Jussara (a mesma do palmito), principal fonte de renda da família, que vende a polpa congelada para se fazer o suco. E terminamos com um passeio pela propriedade para conhecer um pouco mais da produção orgânica de alimentos.

 

 

Duas opções de turismo que vão muito além do convencional, que aproximam o turista de culturas e costumes diferentes, e são um aprendizado para a vida.

 

 

  • A agência de turismo Verdes Canynos fica em Praia Grande e é formada pelo guia Paulinho e sua esposa Adriana, e pelo guia Leonardo, amigo de infância de Paulinho. Os dois começaram atuar como guias credenciados em 2000 e fundaram, em 2009 a agência.

  • Leonardo e Paulinho eram agricultores em Praia Grande, e começaram a se envolver com o turismo ainda jovens, quando suas famílias adotaram a produção orgânica devido ao turismo.

 

 

Nós do Portal EcoHospedagem optamos pela agência devido as ações sociais que a mesma desenvolve. Como o incentivo ao turismo de base comunitária, incentivo as práticas de produção orgânica e trabalho social desenvolvido com estudantes e moradores da região. Para mais informações:

 

www.verdescanyons.com.br  ou [email protected]

 

 

Mais informações sobre a região: www.cambaraonline.com.br

 

 

Veja aqui outras formas para tornar sua viagem mais sustentável.

 

Clique aqui para ver outras dicas simples de sustentabilidade.

 

Thiago Cagna – Consultor EcoHospedagem

 

Contribuíram com esta publicação

Revisão e edição de texto – Nathalia Pereira, Jornalista – www.nathaliapereira.com

 

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Comentários



Uma Resposta para Cânion Fortaleza e produção orgânica de alimentos

  1. FELIPE diz:

    Gostaria de saber se é possivel subir no canion fortaleza atraves da trilha do tigre preto, atravessando todo o canion por dentro, a minha unica duvida fica por conta do desnivel no final do percurso do qual não sei se é possivel ultrapassar, há algum relato de alguem que já realizou este caminho?

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