Gestão para Sustentabilidade

Gestão para Sustentabilidade




 

 

1.Sustentabilidade e Turismo

 

De acordo com a Agenda 21 para o setor de viagem e turismo, “Turismo sustentável é aquele que opera em harmonia com o meio ambiente, comunidade e culturas e então estes passam a ser beneficiados permanentemente”.

Já segundo o segundo a ABNT, certificadora da norma de turismo sustentável (NBR 15401), sustentabilidade é:

“O uso dos recursos, de maneira ambientalmente responsável, socialmente justa e economicamente viável, de forma que o atendimento das necessidades atuais não comprometa a possibilidade de uso pelas futuras gerações.”

 

Dados de uma pesquisa conduzida por Pamela Wigth em 1996 sobre ecoturistas nos EUA mostram que:

  • Possuem idade média entre 35 e 54 anos;
  • Igualdade de sexos, mas fisicamente ativos;
  • Profissionais educados e homens de negócio e com vontade de aprender sobre natureza e cultura;
  • Normalmente ambos os sexos trabalham (ou não tem filhos ou tem filhos crescidos);
  • Reconhecem qualidade e pagam por isso;
  • O maior interesse é o contato com a cultura local mais do que natureza;

 

Pesquisa da TIES (2006)  mostra que na Europa:

  • 20 a 30% dos consumidores estão conscientes e conhecem a necessidade e o valor do turismo sustentável;
  • 10 a 20% procuram por Green Options ;
  • 5 a 10% procuram Green Holiday;

 

Na Alemanha 65% esperam qualidade do ambiente e 42% acham  importante acomodação eco-friendly.

Na Inglaterra 50% disseram ser mais pendentes a usar companhias que tenham um código de conduta escrito que garanta boas condições de trabalho, proteção ao ambiente e caridade local, 87% dizem que férias não devem degradar o ambiente e 37% pagariam até 5% para garantias éticas.

(Tearfund 2000 e Mori 2002)

De acordo com uma pesquisa mundial da consultoria europeia TNS Sofres, 90% dos turistas optam por lugares que valorizam a preservação da natureza e o desenvolvimento social na hora de escolher seus destinos. Dos 800 entrevistados, 69% concordam em pagar 30% mais para garantir o desenvolvimento local e a preservação do meio ambiente. Os chamados viajantes responsáveis gastam em média US$ 104 por dia, contra US$ 76 de um turista comum, de acordo com a Organização Mundial do Turismo. (Fonte: www.istoe.com.br)

 

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Algumas operadoras nacionais e internacionais que são reconhecidas por possuírem critérios sócio-ambientais na escolha de seus fornecedores:

 

Brasil – Freeway, Aoka e Turismo consciente.

Estados  Unidos e Canadá – The Adventure Travel Company  e Premier Tours.

Europa – Atg Oxford, First Choice, Guerba, Thomas Cook, Audleytravel, Imaginative traveller, Accor Tours, Aurinkomatkat, DiscoveryInitiatives, Exodus, Hotelplan, KEL 12, LTU-Touristik, Orizzonti, Settemari, Studiosus, Thomas Cook, VASCO Travel e Ventaglio.

Mundial- TUI  que conta com 79 operadoras turísticas em 18 países e K umuka que possui representantes em 03 países.

 

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Hotel x sustentabilidade x retorno

 

No ramo de hotelaria, ao lado do custo de pessoal, os itens com maior peso nas despesas mensais são água e energia elétrica e para o meio ambiente, água e energia se tornaram fatores críticos de preservação. Economia, portanto, é a palavra-chave nos negócios e na natureza quando se pretende manter uma atividade sustentável.

(Fonte: Casos Práticos Santander, Hotéis Othon, Modelo de  ecoeficiência no setor hoteleiro)

 

Pesquisas da OMT mostram que:

  • Hotéis sustentáveis têm de 30 a 35% mais clientes
  • Ingleses e australianos gastariam até 150 US$ a mais em uma estada de 2 semanas se fosse pra ficar em um hotel sustentável

 

 

Quem são seus stakeholders?

 

São considerados stakeholders todos as pessoas ou organizações que possuam algum interesse ou sejam afetados de alguma forma pelo empreendimento. Para se aplicar a sustentabilidade integralmente todos os stakeholders devem ser ouvidos e têm o direito de tomar parte ou ao menos serem informados das decisões da empresa na qual eles tem algum interesse ou dependência.

 

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Stakeholders hotel

 

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2. Algumas leis, normas e certificações relacionadas

 

 

2.1. Leis do setor

 

 

1 – Acessibilidade (Lei federal)

 

LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.

Nas edificações de uso coletivo e prestadoras de serviços, a acessibilidade é regulamentada pela Lei Federal no 10.098, de 2000.

 

DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS PÚBLICOS OU DE USO COLETIVO
Art. 11. A construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
Parágrafo único. Para os fins do disposto neste artigo, na construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser observados, pelo menos, os seguintes requisitos de acessibilidade:
I – nas áreas externas ou internas da edificação, destinadas a garagem e a estacionamento de uso público, deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção permanente;
II – pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá estar livre de barreiras arquitetônicas e de obstáculos que impeçam ou dificultem a acessibilidade de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;
III – pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e verticalmente todas as dependências e serviços do edifício, entre si e com o exterior, deverá cumprir os requisitos de acessibilidade de que trata esta Lei; e
IV – os edifícios deverão dispor, pelo menos, de um banheiro acessível, distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de maneira que possam ser utilizados por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.
Art. 12. Os locais de espetáculos, conferências, aulas e outros de natureza similar deverão dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam cadeira de rodas, e de lugares específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual, inclusive acompanhante, de acordo com a ABNT, de modo a facilitar-lhes as condições de acesso, circulação e comunicação.

 

A norma da ABNT NBR 9050, de 2004, estabelece que, em relação aos hotéis, pelo menos 5% do total de dormitórios com sanitário devem ser acessíveis (tendo, no mínimo, um acessível) e, ainda, recomenda que outros 10% do total de dormitórios sejam adaptáveis para a acessibilidade.

 

2 – Captação de água de chuva (Lei Municipal – São Paulo)

 

LEI N.º 13.276, DE 4 DE JANEIRO DE 2002

Art. 1º – Nos lotes edificados ou não que tenham área impermeabilizada superior a 500,00m² (quinhentos metros quadrados), deverão ser executados reservatórios para acumulação das águas pluviais como condição para obtenção do Certificado de Conclusão ou Auto de Regularização previstos na Lei n.º 11.228, de 26 de junho de 1992

DECRETO Nº 41.814, DE 15 DE MARÇO DE 2002

Art. 1º – O reservatório previsto no artigo 1º da Lei nº 13.276, de 4 de janeiro de 2002, deverá ser exigido nos projetos de reformas e obras novas de edificações cujos pedidos de aprovação tenham sido protocolados após 5 de janeiro de 2002, de acordo com o disposto no artigo 2º da referida lei, não eximindo do atendimento integral às exigências do item 10.1.5 do Anexo I da Lei nº 11.228, de 25 de junho de 1992 (Código de Obras e Edificações).

Art. 2º – Nas reformas, o reservatório previsto na Lei nº 13.276, de 2002, será exigido quando houver acréscimo de área impermeabilizada igual ou superior a 100,00 m2 (cem metros quadrados) e a somatória da área impermeabilizada existente e a construir resultar em área superior a 500,00 m2 (quinhentos metros quadrados)

 

3 – Política Nacional de Resíduos Sólidos (Federal)

 

LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010.

Art. 1o  Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.

IX – diretrizes para o planejamento e demais atividades de gestão de resíduos sólidos das regiões integradas de desenvolvimento instituídas por lei complementar, bem como para as áreas de especial interesse turístico;

  • § 2o Para Municípios com menos de 20.000 (vinte mil) habitantes, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos terá conteúdo simplificado, na forma do regulamento.
    § 3o O disposto no § 2o não se aplica a Municípios:
    I – integrantes de áreas de especial interesse turístico;
    II – inseridos na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional;
    III – cujo território abranja, total ou parcialmente, Unidades de Conservação.

 

Em geral, o projeto estabelece a “responsabilidade compartilhada” entre governo, indústria, comércio e consumidor final no gerenciamento e na gestão dos resíduos sólidos.

As normas e sanções previstas em caso do descumprimento da lei aplicam-se às pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos.

Indústria e comércio: A nova lei cria a “logística reversa”, que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a criar mecanismos para recolher as embalagens após o uso. A medida valeria para o setor de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, eletroeletrônicos e para todos os tipos de lâmpadas.

Depois de usados pelo consumidor final, os itens acima mencionados, além dos produtos eletroeletrônicos e seus componentes, deverão retornar para as organizaçãos, que darão a destinação ambiental adequada.

 

A lei proíbe:

– Importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos;

– Lançamento de resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e lagos;

– Lançamento de resíduos in natura a céu aberto;

– A queima de lixo a céu aberto ou em instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.

O infrator que desrespeitar a lei cometerá crime federal, que prevê pena máxima de cinco anos de reclusão e multa, de acordo com as sanções previstas para crimes ambientais relacionados à poluição. A pena, no entanto, não se aplica no caso do lixo doméstico.

 Fonte: Instituto Akatu

 

4 – Grande gerador de resíduos sólidos (Lei municipal – São Paulo)

 

LEI Nº 14.973, DE 11 DE SETEMBRO DE 2009

Publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo em 12 de setembro de 2009, a Lei Municipal nº 14.973, de 11 de setembro do mesmo ano, dispõe sobre a organização de sistemas de coleta seletiva nos “Grandes Geradores de Resíduos Sólidos” do Município de São Paulo e dá outras providências.

A presente Lei disciplina o armazenamento, a coleta, a triagem e a destinação de resíduos sólidos produzidos em “Grandes Geradores de Resíduos Sólidos” do Município de São Paulo.

Consideram-se “Grandes Geradores”, dentre outros:

(i) os proprietários, possuidores ou titulares de estabelecimentos institucionais, de prestação de serviços, comerciais e industriais, geradores de resíduos sólidos caracterizados como resíduos da Classe 2, pela NBR 10.004, da ABNT, em volume superior a 200 (duzentos) litros diários;

(ii) os proprietários, possuidores ou titulares de estabelecimentos institucionais, de prestação de serviços, comerciais e industriais, geradores de resíduos sólidos inertes, tais como entulhos, terra e materiais de construção, com massa superior a 50 (cinquenta) quilogramas diários, considerada a média mensal de geração, sujeitos à obtenção de alvará de aprovação e/ou execução de edificação, reforma ou demolição.

Os “Grandes Geradores” deverão separar os resíduos produzidos em todos os seus setores, de acordo com a sua natureza em, no mínimo, cinco tipos: (i) resíduos sólidos em papel, (ii) resíduos sólidos de plástico, (iii) resíduos sólidos de metal, (iv) resíduos sólidos de vidro, (v) resíduos gerais não recicláveis.

Para o cumprimento desta Lei, será exigida dos “Grandes Geradores” a observância das seguintes regras: (i) implantação de lixeiras coloridas, dispostas uma ao lado da outras, de acordo com a Resolução nº 275/2001 do CONAMA, (ii) recolhimento periódico dos resíduos coletados e o envio destes para locais adequados, que garantam o seu bom funcionamento (a reciclagem), (iii) realização da troca das lixeiras comuns pelas de coleta seletiva, exceto nos sanitários.

Os “Grandes Geradores” terão o prazo de três meses, contados da publicação desta Lei, para se adaptarem às suas disposições. A infração a esta Lei acarretará aplicação de multa no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), dobrada em caso de reincidência.

Fonte: www.fiesp.com.br

 

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2.2. Normas e certificações

 

Normas e certificações não existem para implementar ações sustentáveis no empreendimento, o papel delas é verificar se estas ações estão sendo implementadas e como estão sendo geridas. Por isso a adoção de tais certificações pode ser objetivada apenas depois de o empreendimento já estar preparado para tal.

Como exemplo podemos citar o GRI, relatório de sustentabilidade, em que as organizaçãos, normalmente, o adotam apenas internamente durante os dois primeiros ciclos para que possam com o tempo implementar as ações exigidas no relatório e quando já possuem know-how necessário passam então a divulgá-lo para o público externo e então serem certificados.

Normas e certificações devem ser atentamente estudas, pois além de algumas necessitarem um investimento considerável, muitas delas não passam de greenwashing, o que pode muitas vezes trazer uma mídia negativa para o empreendimento.Mas apesar disso, muitas normas e certificações fazem um trabalho sério e realmente conseguem mostrar se o empreendimento esta seguindo alguns critérios da sustentabilidade.

Para o desenvolvimento do modelo todas as normas, leis e certificações citadas abaixo foram analisadas. Todas as exigências e boas práticas foram analisadas e quando plausível ao mercado brasileiro foram replicadas e adaptadas neste modelo.

 

 

Nacionais.

 

– Classificação hoteleira.

 

– Código de conduta ambiental roteiro do charme.

 

– Selo Verde Guia 4 Rodas

 

– ISO 14001, certificação ambiental.

 

– ISO 9000, gestão da qualidade.

 

– NBR 15401, Meios de Hospedagem, Sistema de Gestão da sustentabilidade, 2006.

 

– Programa Bem Receber.

 

– Programa Bem Receber Copa.

 

 

 

Internacionais.

 

– Biosphere Hotel, certificação reconhecida pela UNESCO para o turismo responsável.

 

– Blue Flag, certificado direcionado a sustentabilidade em praias.

 

– Earthcheck, certificação internacional para o setor de turismo.

 

– Green Globe, certificação da administração e operação de empreendimentos do setor turístico .

 

– Green Seal, certificação para produtos.

 

– GRI, Global Reporting Iniciative, relatório de sustentabilidade.

 

– GSTC, The Global Sustainable Tourism Criteria, 2008.

 

– LEED, Leadership in Energy and Environmental Design.

 

– Rainforest Alliance, certificação para produtores e produtos.

 

– Sustainable Travel International, certificação para o setor de turismo.

 

– The Green Key, certificação para o setor de turismo.


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2.3. Incentivos ao setor

 

Crédito BNDES

 

Instrumentos da Política Socioambiental

Para cumprir seu papel como propulsor do desenvolvimento sustentável, o BNDES dispõe de uma série de mecanismos, que vão desde a análise criteriosa dos impactos sociais e ambientais de qualquer projeto apoiado financeiramente ao financiamento à investimentos que gerem benefícios diretos sobre a qualidade ambiental e a diminuição das desigualdades sociais e regionais no país.

Além das ações internas que buscam o comprometimento e a capacitação dos empregados, os instrumentos adotados para implementar e perseguir os objetivos da Política Socioambiental podem ser resumidos nas seguintes iniciativas:

1. Seus produtos, linhas, programas e fundos reembolsáveis e não reembolsáveis para apoio financeiro a iniciativas e investimentos em Meio Ambiente e em Desenvolvimento Social e Regional;

2. Resoluções setoriais, políticas específicas e outros normativos;

3. Procedimentos internos de avaliação de risco e de análise social e ambiental de beneficiários e de empreendimentos; e

4. Os Guias Socioambientais, metodologias de avaliação de beneficiários, de avaliação de risco de crédito e de monitoramento e avaliação de impacto dos empreendimentos apoiados.

Acordos e protocolos dos quais o BNDES é signatário, o compartilhamento de informações e experiências por meio de canais de diálogo e a divulgação das ações socioambientais do Banco também contribuem para a execução da Política Socioambiental.

O BNDES desenvolveu ainda um conjunto de diretrizes da Política Socioambiental, que norteiam seu compromisso com a promoção do desenvolvimento social e ambientalmente sustentável.

Fonte: www.bndes.gov.br

 

“Apoio a Projetos de Eficiência Energética – PROESCO”

Empreendimentos apoiáveis:

Intervenções que comprovadamente contribuam para a economia de energia, aumentem a eficiência global do sistema energético ou promovam a substituição de combustíveis de origem fóssil por fontes renováveis.

Dentre os focos de ação possíveis, destacam-se os seguintes:

  1. Iluminação;
  2. Motores;
  3. Otimização de Processos;
  4. Ar comprimido;
  5. Bombeamento;
  6. Ar condicionado e ventilação;
  7. Refrigeração e resfriamento;
  8. Produção e distribuição de vapor;
  9. Aquecimento;
  10. Automação e controle;
  11. Geração, transmissão e distribuição de energia;
  12. Gerenciamento energético;
  13. Melhoria da qualidade da energia, inclusive correção do fator de potência;
  14. Redução da demanda no horário de ponta do consumo do sistema elétrico.

 

Itens financiáveis.

  • Estudos e projetos;
  • Obras e instalações;
  • Máquinas e equipamentos novos, fabricados no país, que constem do Credenciamento de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES;
  • Máquinas e equipamentos importados, sem produção nacional e já internalizados no mercado nacional, observado que:
    • Para unidades de valor até R$ 400 mil, a comprovação de inexistência de produção nacional será realizada de forma autodeclaratória pelo beneficiário.
    • Para unidades de valor superior a R$ 400 mil e para unidades do segmento de geração de energia, a comprovação de inexistência de produção nacional será realizada mediante apresentação de parecer de entidade com reconhecida expertise; e
    • Os financiamentos de máquinas e equipamentos importados estão limitados a R$ 20 milhões para esta linha.
  • Serviços técnicos especializados;
  • Sistemas de informação, monitoramento, controle e fiscalização.

 

Clientes.

  • Organizaçãos de Serviços de Conservação de Energia – ESCO;
  • Usuários finais de energia;
  • Organizaçãos de geração, transmissão e distribuição de energia.

Fonte: www.bndes.gov.br

 

“BNDES Automático – Condições especiais para o setor de hotelaria”

Os empreendimentos relacionados à cadeia de hotelaria têm condições especiais no âmbito do BNDES Automático.

Enquadram-se nessas condições os projetos relacionados ao setor de hotelaria, enquadrados na Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE) do IBGE conforme códigos I 5510-8/01, I 5590-6/01 e I 5590-6/02, inclusive os custos relacionados à emissão de certificações de eficiência energética e/ou construção sustentável, excluídos os serviços de consultoria, e condicionados à apresentação do Certificado de cadastramento da Beneficiária no cadastro nacional de prestadores de serviços turísticos do Ministério do Turismo – CADASTUR a ser extraído pelo Agente Financeiro no endereço eletrônico http://www.turismo.gov.br.

Fonte: www.bndes.gov.br

Em Janeiro de 2010 o governo lançou uma linha de credito de R$ 1 bilhão (através do Mtur e do BNDES) para reforma, ampliação e construção de novos hotéis visando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O detalhe dessa linha de crédito são os conceitos de Hotel Padrão, Hotel Eficiência Energética e Hotel Sustentável, com regras diferentes para cada categoria. O governo espera, ao oferecer condições mais favoráveis aos projetos que levem em conta a sustentabilidade ambiental, conseguir o comprometimento ambiental do setor hoteleiro.

(www.anba.achanoticias.com.br) – 09/02-2011 – 18:12

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou em janeiro de 2010 o projeto ProCopa Turismo, visando investimentos na área hoteleira para a Copa do mundo de futebol de 2014. Da verba emprestada, até agora quase R$ 200 milhões se destinaram a projetos hoteleiros com melhorias ambientais.

O ProCopa Turismo foi dividido em duas categorias, para eficiência energética e sustentabilidade ambiental. São elas:

  • BNDES ProCopa Turismo Hotel Eficiência Energética: Voltado para hotéis que obtenham certificação de eficiência energética nível “A” dentro do Programa de Eficiência Energética nas Edificações.
  • BNDES ProCopa Turismo Hotel Sustentável: Voltado para empreendimentos que obtenham certificação no Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem.

As duas versões do programa serão fiscalizadas e credenciadas pelo Inmetro. E quanto mais pré-requisitos o empreendimento tem, melhores condições de financiamento ele terá.

Já são três empreendimentos que contam com o programa: Reforma do Hotel Glória e construção de duas unidades Íbis (todos no Rio de Janeiro). A soma dos financiamentos chega a R$ 178,5 milhões. Mas já existem projetos de todas as regiões do país que estão em análise.

Via M&M Online

 

Outras linhas de crédito

 

1 – Nossa Caixa.

FIP – Meio Ambiente: financiamento voltado para melhorias no processo de produção e na prestação de serviços, para atender a legislação ambiental, garantindo maior sustentabilidade, e a redução dos impactos no meio ambiente de seus empreendimentos e projetos;

FIP – Energia: destinado à redução do consumo de energia e para a utilização de energias alternativas;

Linha Verde: financiamento de projetos de pequenas e médias organizaçãos que proporcionem a redução das emissões de gases de efeito estufa no meio ambiente. Com taxa de juros de 6% ao ano, a Linha Economia Verde será destinada a projetos de organizaçãos na área de agroindústria, mudança de combustíveis, saneamento, tratamento e aproveitamento de resíduos, energias renováveis, eficiência energética, transporte, processos industriais, recuperação florestal em áreas urbanas e rurais e manejo de resíduos. O financiamento do projeto é de 100%, e o prazo é de cinco anos para o pagamento, com até um ano de carência.

(http://www.Agência.fapesp.br/materia/11925/noticias/linha-de-credito-verde.htm) 09/02/2011 18:53

 

2 – Santander

O grupo Santander o lança projeto-piloto “Turismo Sustentável – Juntos faremos diferença” na cidade de Gramado (RS). O foco desta primeira fase são os meios de hospedagem. Três linhas de crédito diferenciadas (Santander Giro Premium, Compror Santander e Santander Reforma Acessível), que cobrem valores até R$ 10 mil, sendo a última parcela grátis para Giro Premium; pagamento a fornecedores (folha de pagamento Santander, facilidades no cartão de crédito e domicílio bancário); gestão e expansão, por meio do Super Cash e treinamentos sobre responsabilidade social e sustentabilidade. Para adquirir o recurso, o empresário precisa apresentar um projeto sobre as mudanças ou implementações que pretende fazer em seu negócio. O banco irá analisar a proposta e, sendo aprovado, a instituição financeira repassará o recurso pleiteado diretamente à organização ou às organizaçãos que vendem os materiais necessários e que irão fazer o serviço.

(http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/turismo-sustentavel/santander-financia-projetos-de-turismo-sustentavel-11694.asp) 09/02/2011 18:58

 

3 – Bradesco

O Bradesco disponibiliza 33 linhas de crédito socioambientais para públicos específicos, que totalizam uma carteira de recursos aplicados de R$ 2,05 bilhões. Entre elas estão linhas para clientes que queiram adquirir aquecedores solares e cadeiras de rodas e crédito para organizaçãos que desejam obter uma certificação florestal, por exemplo. Em 2009, lançou o CDC MDL-Carbono, financiamento destinado a organizaçãos que pretendem contratar projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) junto a consultorias especializadas no assunto.

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3. Como começar?

 

O engajamento de pessoas com o tema sustentabilidade é, principalmente por falta de conhecimento, um dos pontos críticos de todo o processo. As pessoas têm medo do novo, gostam do comodismo e não querem mudar.

A primeira etapa para implementação de um plano de ação para a sustentabilidade é o envolvimento de todos os funcionários. Se não tivermos o engajamento de todos, as chances de sucesso são drasticamente reduzidas. Para a mensagem ter maior efeito sobre os colaboradores é essencial que estes percebam o envolvimento da diretoria com o projeto. Cartas, discursos ou vídeos feitos pela diretoria dizendo a importância da inserção da sustentabilidade no negócio são fundamentais para a implementação do projeto.

Para incentivar e cobrar o envolvimento de todos com a sustentabilidade deve-se criar uma política de sustentabilidade, neste ponto é fundamental a participação de todo o “alto escalão” da empresa, demonstrando assim o comprometimento da empresa com o tema.

A política de sustentabilidade deve conter uma política ambiental, social, de compras e código de conduta contra a exploração sexual.

É primordial que a empresa tenha conhecimento e esteja em conformidade a todas as leis (nacionais e internacionais) aplicáveis ao empreendimento. Só apartir desse ponto o empreendimento deve iniciar a implementação de ações mais específicas, focando, por exemplo, a água, energia, resíduos, fornecedores, colaboradores, entre outros.

Como forma de incentivar outros empreendimentos e moradores da região e dar visibilidade a suas ações sócio-ambientais é de extrema importância que a empresa realize paralelamente a suas ações, um plano Marketing dirigido a todos os interessados na organização.

 

Mais informações sobre o nosso trabalho. Clique aqui.

 

 

Por Thiago Cagna

 

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