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Oktoberfest de Blumenau, muito além do chope. Tradição e cultura alemã



 

A festa Alemã que ocorre anualmente durante o mês de Outubro em Blumenau é famosa em todo o Brasil. Ano após ano a pequena e muito bem cuidada cidade de Blumenau, localizada no Vale Europeu, em Santa Catarina, recebe milhares de turistas durante seus 18 dias de festa. Uma festa inspirada na mundialmente conhecida Oktoberfest que acontece em Munique, na Alemanha, e que é muito famosa pela “abundancia” de diferentes tipos de chope.

 

Mas a festa vai muito além do chope, e é isto que tentaremos mostrar nestas duas matérias sobre a festa.

 

 

“Turismo Cultural compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histó­rico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura.”

 

 

São mais de 200 anos de história na Alemanha e quase 30 de Brasil

 

Na Alemanha a festa original teve inicio em 1810, a partir de uma festa de casamento do Rei Luis I. A festança foi tão boa que passou a ser repetida anualmente. A festa hoje atrai anualmente cerca de 10 milhões de turistas. A curiosidade fica por conta do chope, que devido a lei seca só foi aparecer na festa a partir de 1918.

 

Aqui no Brasil a festa teve inicio no ano de 1984, após uma grande enchente ocorrida na cidade. Aproveitando-se das características Alemãs da cidade organizou-se o evento como meio de recuperar a economia local e levantar a autoestima dos habitantes. E Pelo jeito deu certo.

 

Hoje a festa é uma das maiores Oktober do mundo, ficando atrás apenas da original de Munique. Mas mais do que isso, a festa que teve inicio com o intuito de levantar o moral dos moradores, vem desempenhando este papel até hoje, e é motivo de muita preparação e orgulho para os Blumenauenses, que levam muito a sério a realização do evento.

 

 

O desfile de rua e seus carros alegóricos muito curiosos

 

No ano de 2013, ano da 30° edição da festa, fomos acompanhar o penúltimo dia de festa, um sábado de céu aberto e, apesar de primavera no sul do país, um dia de muito calor. Chegamos à cidade por volta das 13h00min horas e fomos para área da rua XV de Novembro, que localizada no centro da cidade é a principal rua da cidade.

 

 

Por lá o movimento de turistas já era grande com restaurantes e padarias cheios e alguns barsinhos, principalmente na altura da Tunga Choperia já estavam fervendo com o “esquenta” para a festa.

 

Mas apesar de bem movimentada, aquilo ainda não era nada perto do mar de gente que tomaria os cerca de 1,5 km da rua XV de Novembro. Toda a rua é cercada com grades permitindo com que os desfiles acontecem da melhor forma possível. Por volta das 15h30min já tomamos nosso lugar junto à grade e aproveitamos uma pipoca enquanto esperávamos as 16h00min horas, horário de inicio da festa, chegar.

 

 

Como estávamos aproximadamente no meio da rua XV de Novembro, o desfile começou para nós por volta das 16h20min, mas a partir daí não vimos o tempo passar enquanto assistíamos as 92 atrações do desfile, totalizando quase 3.000 pessoas passarem pela rua.

Um desfile que seguindo arisca a programação que é entregue ao publico no começo do evento conta um pouco mais da história e tradições alemãs na cidade, contanto com grupos de escolas e associações locais, clubes, bandas e grupos de amigos tradicionais da cidade, além de carros alegóricos bem diferentes dos que estamos acostumados.

 

 

Sem falar nas famosas e muito divertidas “péias” (Tchuktchukpeia, Vikingpeia, Garotapeia, Locopeia, entre outros).

 

O legal do desfile, além das roupas tradicionais e dos carros alegóricos é ver a alegria das pessoas que estão participando. Em sua maioria descendentes de Alemães, povo reconhecidamente “frio”, mas que ali, naquele dia, deixam cair um pouco esse tradicionalismo e seriedade, para simplesmente aproveitar a festa, e mostrar a todos um pouco de sua cultura.

 

 

São cerca de 18h00min quando o papai Noel, junto de alguns personagens típicos do natal passam anunciando o inicio das festividades do final do ano na cidade e encerram o evento. Neste momento, o publico que antes só assistia o evento, toma conta do palco principal e caminha sentido o Parque Vila Germânica, onde acontecem os shows das bandas tradicionais e onde estão concentrados os restaurantes com comidas típicas os diferentes tipos e marcas de chope.

 

 

Em nossa próxima matéria sobre a Oktoberfest você conhecerá um pouco mais da Vila Germânica, o local onde acontece a “parte fechada” da festa.

 

 -> Veja a segunda parte da matéria <- 

 

 

Thiago Cagna – Consultor EcoHospedagem

 

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