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Sítio Vô Bubi e Sítio do Nono. Cachoeiras, engenho de cana, flores e fumo



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Depois de passarmos à tarde no sítio Colina, onde fizemos passeio a cavalo, trilha para duas cachoeiras e almoçamos e tomamos café da tarde com apenas alimentos orgânicos e produzidos na propriedade, fomos pernoitar no sítio Vô Bubi, uma pequena propriedade onde moram o casal Oto e Juvanita.

 

Chegamos ao sítio no dia 19 de janeiro, um sábado, e por isso, além do casal de proprietários, estavam por lá também a filha do casal, junto com seu marido e filha. Chegamos na hora do jantar, então já fomos logo sentando à mesa. No cardápio do dia tinha frango ensopado, arroz, purê de mandioca, vegetais e legumes. Tudo muito gostoso e plantado de forma orgânica no próprio sítio (exceto o arroz que é mais complicado).

 

 

 

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Criação de Porquinho da Índia

 

Durante o bate-papo no jantar descobrimos que o motivo da entrada da família na Acolhida da Colônia foi um pouco diferente dos outros lugares que passamos.

 

-> Veja aqui o que é o projeto Acolhida na Colônia <-

 

No caso do sítio Vô Bubi, o casal já era aposentado e conseguia viver relativamente bem com a aposentadoria de ambos, porém a entrada na Acolhida foi uma forma de movimentar um pouco as coisas por lá, afinal o casal ficava muito sozinho. E na Acolhida, além de receber os turistas, os proprietários participam de várias reuniões, encontros e treinamentos, motivo que chamou a atenção do casal quando foram procurados pelo pessoal do projeto.

 

 

 

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Frutas e folha gigante no Sítio Vô Bubi

 

 

Encontraram no turismo uma forma de ter mais contato com outras pessoas e assim ter uma melhor qualidade de vida.

 

O sítio já está no projeto há cinco anos, e possui duas suítes para receber os turistas. Suítes estas, construídas com o fundo generosidade da Acolhida na Colônia, que empresta dinheiro sem cobrar juros. Além de receber os turistas que vão pernoitar, o casal recebe eventos, escolas e faculdades, que vão conhecer um pouco mais sobre o Agroturismo e o cultivo orgânico de alimentos.

 

Na manhã do dia seguinte fomos conhecer um pouco mais do sítio e das plantas e animais que existem por lá. Vimos, inclusive, uma criação de porquinhos da índia, um bichinho bem bonitinho, mas que dificilmente encontramos por ai.

 

Além dos animais o sítio possui uma infinidade de frutas, algumas das quais nunca tínhamos visto e provado antes. Vimos também uma plantação de abacaxi, uma cultura difícil de imaginar como é sem vê-la pessoalmente.

 

 

 

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Plantação de Abacaxi

 

 

Os pontos altos da visita ao sítio são o lago, logo a frente da casa, onde é possível pescar e a visita as duas cachoeiras, sendo que, uma delas, possui um grande lago para nado. As cachoeiras são acessíveis por trilha bem fácil e rápida e a visita é sempre acompanhada pelo simpático Bubi, que vai contando toda a história do sítio das plantas que existem por lá!

 

No final da manhã seguimos para o Sítio do Nonô, mais uma surpresa em nosso roteiro!

 

 

 

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Café e família no Sítio Vô Bubi

 

 

 

Sítio do Nonô

 

Em menos de 10 minutos de carro já chegávamos a nossa próxima parada, o Sítio do Nonô. Por lá não existem quartos para os turistas se hospedarem, essa é, inclusive, uma prática da Acolhida, para trazer renda a mais famílias. Então em uma mesma região, algumas famílias oferecem hospedagem e outras passeios durante o dia.

 

 

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Passeio de Charrete e Flores – Sítio do Nono

 

 

E o Sítio do Nonô possui atrações diferentes de todas as outras da Acolhida. Lá, além de realizar um passeio de charrete pela região, é possível conhecer o pequeno mas muito colorido viveiros de flores e ver como se extraía o caldo de cana e como era produzido o melaço antigamente.

 

A propriedade possui um engenho de cana mecânico, isto é, movido por tração animal. O engenho era um antigo sonho do dono da propriedade o Ivanor, e que descobriu que além de realizar um sonho poderia ganhar dinheiro com isso.

 

 

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Engenho de cana de açúcar colonial

 

 

 

-> Veja matéria mostrando como o turismo mudou a vida de Ivanor e sua família e de outras propriedades da Acolhida na Colônia <-

 

Lá é possível ver o engenho funcionando como antigamente e também acompanhar de perto a fabricação do melaço, que também é vendido na propriedade.

 

Depois de conhecer a região em um passeio de charrete e ver um engenho colonial funcionando, fomos fazer o que mais fazemos em um roteiro da Acolhida, comer! E comer bem.

 

acolhida-na-colonia_sitio-nono_vidal-ramos_costela-no-tamborNo almoço, além dos tradicionais legumes e verduras produzidos organicamente na propriedade, provamos uma costela no mínimo diferente. Ivanor tem o costume de fazê-la no tambor e dentro do saco de carvão. É isso mesmo, dentro de um tambor, com uma grelha a meia altura, coloca-se a costela dentro do saco de carvão (previamente limpo) e depois de tampado fica lá até a carne sair super macia e suculenta. Sem virar nem tirá-la do saco.

É só temperar a carne e congelá-la. Depois deve-se colocá-la, ainda congelada, dentro do saco de carvão, molhá-lo com um pouco de óleo e deixá-la no tambor por cerca de 4 horas. Parece mentira, mas vimos, provamos e aprovamos, funciona mesmo!

 

Mas existe outra atração no sítio que ainda não é divulgada para os turistas, mas na opnião da nossa equipe Ivanor e sua esposa Arlete, têm tudo para explorá-la turisticamente. Como dito em nossa postagem “Do Fumo ao Turismo. Uma mudança boa para a saúde a para a natureza!” o sítio está em seu último ano plantando fumo, e por isso ainda possui toda a estrutura para tal e, coincidentemente, na data de nossa visita, a estufa de secagem estava cheia de folhas de fumo e Ivanor nos mostrou todo o processo de costura e secagem na planta.

 

Uma produção curiosa, e que só nos ressalta os males que o fumo causa, pois além dos tradicionais prejuízos a saúde de quem fuma traz também muitos problemas de saúde (e financeiros) a quem planta.

 

 

 

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Parte interna de uma estufa de fumo

 

 

Fica aqui nosso convite para que você, amigo turista, hospede-se no aconchegante e familiar sítio Vô Bubi, onde além de uma bela noite de sono, poderá também conhecer as plantações orgânicas da propriedade, além de seus animais e suas duas belas cachoeiras. Depois não deixe de dar uma passadinha no sítio do Nonô, para conhecer como funcionava um engenho colonial, movido à cavalo, fazer um passeio de charrete pela região e, de quebra, conhecer o processo de colheita e secagem do fumo.

 

Saindo do Sítio do Nono, partimos para nossas duas últimas paradas pertencentes ao roteiro da Acolhida na Colônia, o Recanto Ecológico e a Morada Ekoa, vizinha a praia do Rosa, em Santa Catarina.

 

 

 

 

Veja as outras matérias sobre os roteiros da Acolhida na Colônia

 

 

 

O Projeto Acolhida na Colônia

Veja como começou e como funciona o Projeto Acolhida na Colônia

 

 

A produção do FUMO e seus malefícios

Como o turismo ajudou várias famílias a se livrarem das plantações de fumo

 

 

Sítio Recanto da Natureza

Pernoite e visita à propriedade que realiza produção para subsistência e para turistas

 

 

Sítio Walmeling e Sítio Vida Nova

Pernoite, visita à propriedade com foco na agroecologia e frutas orgânicas no sistema colhe e page

 

 

Sítio Colina 

Pernoite, visita à propriedade com foco na agroecologia, trilha para cachoeira e passeio a cavalo

 

Recanto Ecológico e Morada Ekoa

Pernoite, produção orgânica, turismo pedagógico, educação ambiental e trilha para praia.

 

 

Sítio Vô Bubi – [email protected]

Sítio do Nono – [email protected]

Acolhida na Colônia – www.acolhida.com.br

 

 

Thiago Cagna. Consultor EcoHospedagem.

 

Contribuíram com esta publicação

Revisão e edição de texto – Nathalia Pereira, Jornalista – www.nathaliapereira.com

 

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