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Trilha da Costa da Lagoa. Turismo Comunitário, Cultural, Ecoturismo e Sol e Praia



 

Uma trilha fácil, apesar de longa, em meio a muita natureza e passando por sete vilas de moradores, além de construções históricas e cachoeiras. Essa é a trilha da Costa da Lagoa, que passa por uma região de pescadores que ainda mantém viva parte da cultura típica de Floripa.

 

Durante nossa estada em Florianópolis contamos com a ajuda do pessoal da agência de turismo Tekoá, que oferece roteiros de ecoturismo, turismo cultural e turismo comunitário em todo o Brasil, mas tem como especialidade os roteiros na Ilha de Florianópolis.

 

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Uma das trilhas indicadas foi a Trilha da Costa da Lagoa, a trilha, que apesar de ser comprida, cerca de 7 km, é bem fácil, e leva cerca de 03h30min.  Para fazer a trilha completa pode-se iniciá-la no Canto dos Araçás ou no terminal Lacustre (embarcadouro) do Parque Florestal do Rio Vermelho.

 

Começamos nossa caminhada logo cedo, pois na parte da tarde iríamos realizar a trilha da Praia da Galheta, que pode ser vista em mais detalhes AQUI. Optamos por começar pelo Parque Florestal e entramos na trilha na altura do posto de parada de barcos número 22. Na área do Parque Florestal há local para estacionar o carro e também alguns trailers que vendem bebidas e comidas. Para os que estão de ônibus a recomendação é iniciar a trilha pelo Canto dos Araçás, visto que lá é possível chegar de ônibus.

 

 

São duas as empresas que fazem o transporte por barcos na lagoa, e cada uma delas atende cerca de metade do caminho, o que significa que para ir do último ao primeiro ponto, via barco, o turista tem que saltar na metade do caminho e pegar o barco da outra cooperativa. E pagar outra passagem, é claro. As passagens custam cerca de R$ 5,00 cada uma (janeiro de 2013).

 

Começamos então nossa caminhada e fomos em direção ao centro da Lagoa. A caminhada é bem fácil, por caminhos planos e bem cuidados. A atração maior fica por conta das sete vilas de moradores e suas casas. A maioria dos moradores mora ali desde sempre. Mas já é possível encontrar grandes casas, com muros e grades dos moradores da Ilha que optaram por morar na Costa da Lagoa.

 

 

Além das casas, durante as quase 4 horas de caminhada também encontramos uma cachoeira e algumas construções bem antigas, como o antigo engenho de farinha e o casarão construído por escravos. No caminho há também muitos restaurantes, que servem principalmente frutos do mar.

 

Caso você comece a trilha pelo Terminal Lacustre, não é necessário seguir até o ponto do Canto dos Araçás, isto porque a partir do engenho de farinha, não há mais muita coisa diferente para ver, e a sugestão é pegar um barco e voltar para o meio da caminhada, e quem sabe fazer uma refeição por lá, e depois pegar o outro barco para retornar ao terminal.

 

 

A trilha possui algumas variações, como as já citadas opções de entrada, existe também a possibilidade de chegar à trilha via Ratones, um bairro que fica do outro lado do morro. Neste caso cruza-se o morro (de onde se tem boas visões da região), e entra-se na trilha um pouco depois da entrada do terminal Lacustre.

 

 

Dicas para tornar sua trilha mais sustentável

 

  • Respeite o meio ambiente local.  Não remova plantas ou dê comida aos animais nos ambientes naturais.

 

  • Use transporte público sempre que possível. Dando preferência por trens, metro, ônibus, bicicleta ou mesmo a pé você ajudará o meio ambiente e terá muito mais contato com a cultural local.

 

  • Respeite as diferenças culturais. Pessoas de diferentes lugares fazem as coisas de forma diferente. Não tente mudá-los, aprenda e divirta-se com eles!

 

  • Use pilhas e baterias recarregáveis. Além de muitos locais não terem uma coleta especifica para esse tipo de resíduo, ao utilizar pilhas recarregáveis você evita que matéria prima seja usada para produzir novas unidades. Sem falar que no final das contas elas saem muito mais baratas que as pilhas normais.

 

  • Dê preferência por comprar e se hospedar em empreendimentos administrados por moradores da região. Comer em restaurantes locais, fazer compras em lojas dos moradores da região, se hospedar em hotéis e pousadas de pequenos empreendedores locais faz com que o dinheiro gasto durante sua viagem fique na comunidade. Trazendo mais benefícios e desenvolvimento para a região.

 

  • Doe seu guia de viagem e brochuras já utilizados para outros turistas ou, quando possível, deixe-os em sua última acomodação.

 

  • Peça permissão antes de tirar fotos de pessoas e de suas casas e não se sinta ofendido se estes negarem seu pedido.

 

  • Reduza seu lixo. Tenha sempre uma garrafa de água reutilizável com você. Nunca jogue lixo na praia ou nas trilhas.

 

  • Consuma produtos locais e da estação, esqueça um pouco alimentos fast food. Lembre-se: gastronomia local também é cultura.

 

  • Guias de viagem são boas fontes de informação, mas conheça profundamente o destino através de conversas com moradores, visitando locais fora do “eixo turístico” e criando seu próprio itinerário.

 

  • Evite abusar da extravagância. Evite demonstrações exageradas de riqueza. Não encoraje crianças a mendigar.

 

  • Contrate apenas guias treinados e certificados e de preferência da comunidade local. Além de serem bem preparados, eles conhecem mais a região e suas histórias.

 

  • Leve ecobags na bagagem para compras nos supermercados, roupas sujas, lixo e para trazer lembranças.

 

  • Visite os locais mais procurados fora da temporada. Os preços são mais baixos e o impacto do turismo é menor.

 

Thiago Cagna. Consultor EcoHospedagem.

 

Contribuíram com esta publicação

Revisão e edição de texto – Nathalia Pereira, Jornalista – www.nathaliapereira.com

 

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