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Trilha da Galheta. A melhor vista de Florianópolis



 

Quando estiver a passeio em Florianópolis, reserve um dos dias para fazer a trilha da praia da Galheta de ponta a ponta, isto é, saindo da Barra da Lagoa, passando pela praia da Galheta e chegando à praia Mole. São cerca de 2 horas de caminhada, aproximadamente 5 km, e uma das melhores vistas da Ilha!

 

Durante nossa estada em Florianópolis para visitar empreendimentos hoteleiros com ações socioambientais, aproveitamos também para conhecer um pouco das belezas da ilha. Lá contamos com a ajuda do pessoal da agência de turismo Tekoá, que oferece roteiros de ecoturismo, turismo cultural e turismo comunitário em todo o Brasil, mas tem como especialidade os roteiros na Ilha de Florianópolis.

 

 

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Canal da Barra da Lagoa

 

Uma das trilhas recomendadas pela Tekoá foi a trilha da Galheta, que passa por dentro do Parque Municipal da Galheta e possui muitas variações, mas optamos pelo maior caminho. Apesar de ter iniciado nossa trilha pela praia Mole e ter terminado na Barra da Lagoa, contaremos como fazer a trilha em caminho inverso, isto é, iniciando pela Barra da Lagoa, pois por esta opção as subidas são menos íngremes e são feitas em mata mais fechada, logo o sol na cabeça durante as subidas será menor.

 

A trilha inicia-se bem na direita da praia da Barra da Lagoa, logo após atravessar o canal. Mesmo antes do início da trilha a paisagem já é muito bonita. Realizamos a travessia em uma quarta-feira do mês de janeiro e mesmo assim a região estava bem cheia, com muitas pessoas nos barzinhos na beira do canal e crianças brincando e pulando na água. Um ótimo começo de caminhada!

 

 

Passadas as casas, são cerca de 25 minutos para se alcançar o alto dos paredões que beiram o mar, e dali já se tem uma vista muito bonita do farol, do bairro Barra da Lagoa e da praia do Moçambique, a maior da Ilha.

 

Continuando a trilha, cerca de mais 20 minutos, chegamos ao ponto mais bonito da caminhada, a vista mais alta do trajeto, e com uma pedra gigante que serve como mirante, um daqueles lugares que parece que foram montados pela natureza para que possamos observar a beleza de Florianópolis. Do alto da pedra pode-se ver a praia da Galheta e a praia Mole, as dunas e quase a totalidade da Lagoa da Conceição, o bairro da Barra da Lagoa e a praia de Moçambique.

 

 

É, sem sombra de dúvida, uma das melhores vistas da Ilha de Florianópolis.

 

Depois de se deliciar com a bela paisagem que a natureza nos proporciona, é hora de começar a descida, que é sempre mais fácil! Dali é cerca de 1 km até chegarmos à praia da Galheta, que apesar de ter o naturismo como opcional, pouquíssimas pessoas o praticam ali, já que a paria fica junto à praia Mole, e por isso o movimento de pessoas é muito grande.

 

 

Praia de Moçambique

 

Atravessa-se então a praia da Galheta e uma pequena área de rochas, planas e muito fáceis de passar, para chegarmos a uma das praias mais badaladas do Sul da Ilha, a praia Mole, que conta com algumas boas opções de bares e restaurantes.

 

Como citado, a trilha possui muitas variáveis. É possível, por exemplo, começar do bairro Fortaleza da Barra e dali subir direto até a pedra com o visual do alto, e então seguir em direção a Galheta ou em direção a Barra da Lagoa. Outra opção é começar pela Barra da Lagoa e ir em direção ao Farol, e de lá seguir para a pedra. Enfim analise seu tempo e sua inspiração e decida que trilha fazer, mas uma parada é obrigatória, a pedra do alto do Parque Municipal da Galheta, uma das melhores vistas de Florianópolis.

 

 

Praia Mole

 

Dicas para tornar sua trilha mais sustentável

 

  • Respeite o meio ambiente local.  Não remova plantas ou dê comida aos animais nos ambientes naturais.

 

  • Use transporte público sempre que possível. Dando preferência por trens, metro, ônibus, bicicleta ou mesmo a pé você ajudará o meio ambiente e terá muito mais contato com a cultural local.

 

  • Respeite as diferenças culturais. Pessoas de diferentes lugares fazem as coisas de forma diferente. Não tente mudá-los, aprenda e divirta-se com eles!

 

  • Use pilhas e baterias recarregáveis. Além de muitos locais não terem uma coleta especifica para esse tipo de resíduo, ao utilizar pilhas recarregáveis você evita que matéria prima seja usada para produzir novas unidades. Sem falar que no final das contas elas saem muito mais baratas que as pilhas normais.

 

  • Dê preferência por comprar e se hospedar em empreendimentos administrados por moradores da região. Comer em restaurantes locais, fazer compras em lojas dos moradores da região, se hospedar em hotéis e pousadas de pequenos empreendedores locais faz com que o dinheiro gasto durante sua viagem fique na comunidade. Trazendo mais benefícios e desenvolvimento para a região.

 

  • Doe seu guia de viagem e brochuras já utilizados para outros turistas ou, quando possível, deixe-os em sua última acomodação.

 

  • Peça permissão antes de tirar fotos de pessoas e de suas casas e não se sinta ofendido se estes negarem seu pedido.

 

  • Reduza seu lixo. Tenha sempre uma garrafa de água reutilizável com você. Nunca jogue lixo na praia ou nas trilhas.

 

  • Consuma produtos locais e da estação, esqueça um pouco alimentos fast food. Lembre-se: gastronomia local também é cultura.

 

  • Guias de viagem são boas fontes de informação, mas conheça profundamente o destino através de conversas com moradores, visitando locais fora do “eixo turístico” e criando seu próprio itinerário.

 

  • Evite abusar da extravagância. Evite demonstrações exageradas de riqueza. Não encoraje crianças a mendigar.

 

  • Contrate apenas guias treinados e certificados e de preferência da comunidade local. Além de serem bem preparados, eles conhecem mais a região e suas histórias.

 

  • Leve ecobags na bagagem para compras nos supermercados, roupas sujas, lixo e para trazer lembranças.

 

  • Visite os locais mais procurados fora da temporada. Os preços são mais baixos e o impacto do turismo é menor.

Thiago Cagna. Consultor EcoHospedagem.

 

Contribuíram com esta publicação

Revisão e edição de texto – Nathalia Pereira, Jornalista – www.nathaliapereira.com

 

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