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Trilha para a Lagoinha do Leste. A mais famosa de Florianópolis



 

Quando se pergunta por trilhas para fazer em Floripa, os turistas e os moradores que conhecem a Ilha já lembram logo da trilha da Lagoinha. Talvez porque ela mistura um pouco de aventura, já que a trilha é considerada relativamente pesada, mas também porque seu destino final é uma praia isolada, acessível apenas pela trilha ou por barco, além de ter ótimas vistas pelo caminho.

 

A trilha tem algumas variações, mas em resumo, pode ser iniciada no Pântano do Sul ou no Matadeiro, indo e voltando pelo mesmo caminho. O mais comum, talvez porque seja o mais fácil, é iniciar e voltar pelo Pântano do Sul.

 

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Aqui contaremos a trilha completa, começando no Pântano do Sul, passando pela Lagoinha e terminando no Matadeiro. Ela completa são cerca de 3,5 horas de caminhada, o equivalente a 7 km de subida e descida de morro, praia e costa de morro.

 

 

A chegada ao Pântano do Sul é facilmente feita por carro ou por ônibus e a trilha começa logo ao lado da praia. Uma recomendação no Pântano do Sul é o bar do Vadinho, bem próximo ao começo da trilha e que possui uma comida caseira à base de frutos do mar muito saborosa! (Deixe o almoço para depois da trilha e não antes!).

 

O começo da trilha é, talvez, o mais difícil de todo o percurso, afinal é caminhada morro acima. Mas cerca de 40 minutos depois já atinge-se o topo do morro, de onde se tem uma ótima vista dos arredores e também da Lagoinha do Leste. Depois de mais 40 minutos de descida, bem íngreme também, chega-se a praia.

 

 

Para os mais aventureiros, é possível escalar (sim o termo é escalar) o morro que fica logo no ponto de saída da trilha. É uma subida perigosa, pois é muito íngreme, e como você verá não existe qualquer estrutura de primeiros socorros na praia, então vá por sua conta e risco. Mas a vista é fantástica!

 

Depois de atravessar toda a praia chega-se a lagoa que dá nome a praia. Aproveite para relaxar na lagoa de água morninha, que liga-se ao mar somente durante a alta da maré, antes de seguir caminho. É de lá que começa a trilha para o Matadeiro.

 

Apesar de mais longa a trilha é menos pesada do que a do Pântano do Sul, pois é feito quase que totalmente em terreno plano. Porém, por ser feita beirando as montanhas, o que revela uma paisagem totalmente diferente da trilha anterior, a caminhada é feita com sol direto na cabeça, então não é tão simples assim, por isso deve ser feita com muito cuidado e atenção. Como esta trilha é menos procurada pelos turistas, é comum encontrar animais pelo caminho. Nestas horas lembre-se que é você que está no território deles, então deixe-os de lado e siga seu caminho.

 

 

Cerca de 2h30min depois chega-se a praia do Matadeiro, considerada por turistas e moradores, uma das mais bonitas do Sul da ilha. Por lá, são encontradas muitas opções de barsinhos e restaurantes, devido ao grande movimento de banhistas.

 

Para as trilhas vá com um calçado apropriado, um tênis já é o suficiente, e não esqueça do filtro solar e de algo para proteger a cabeça do sol. E não esqueça de levar bastante água!

 

Recomendamos vividamente que a trilha seja feita por completa, isto porque, apesar de uma ser continuação da outra, elas são totalmente diferentes. A primeira, mais curta com grandes subidas e descidas, é feita sob a mata fechada. Já a segunda, mais longa e plana, é feita beirando-se os costões, o que garante uma paisagem muito legal e diferente. E trilheiro que é trilheiro, não pode ir para Florianópolis e não realizar uma das mais famosas trilhas da região!

 

 

 

Dicas para tornar sua trilha mais sustentável

 

  • Respeite o meio ambiente local.  Não remova plantas ou dê comida aos animais nos ambientes naturais.

 

  • Use transporte público sempre que possível. Dando preferência por trens, metro, ônibus, bicicleta ou mesmo a pé você ajudará o meio ambiente e terá muito mais contato com a cultural local.

 

  • Respeite as diferenças culturais. Pessoas de diferentes lugares fazem as coisas de forma diferente. Não tente mudá-los, aprenda e divirta-se com eles!

 

  • Use pilhas e baterias recarregáveis. Além de muitos locais não terem uma coleta especifica para esse tipo de resíduo, ao utilizar pilhas recarregáveis você evita que matéria prima seja usada para produzir novas unidades. Sem falar que no final das contas elas saem muito mais baratas que as pilhas normais.

 

  • Dê preferência por comprar e se hospedar em empreendimentos administrados por moradores da região. Comer em restaurantes locais, fazer compras em lojas dos moradores da região, se hospedar em hotéis e pousadas de pequenos empreendedores locais faz com que o dinheiro gasto durante sua viagem fique na comunidade. Trazendo mais benefícios e desenvolvimento para a região.

 

  • Doe seu guia de viagem e brochuras já utilizados para outros turistas ou, quando possível, deixe-os em sua última acomodação.

 

  • Peça permissão antes de tirar fotos de pessoas e de suas casas e não se sinta ofendido se estes negarem seu pedido.

 

  • Reduza seu lixo. Tenha sempre uma garrafa de água reutilizável com você. Nunca jogue lixo na praia ou nas trilhas.

 

  • Consuma produtos locais e da estação, esqueça um pouco alimentos fast food. Lembre-se: gastronomia local também é cultura.

 

  • Guias de viagem são boas fontes de informação, mas conheça profundamente o destino através de conversas com moradores, visitando locais fora do “eixo turístico” e criando seu próprio itinerário.

 

  • Evite abusar da extravagância. Evite demonstrações exageradas de riqueza. Não encoraje crianças a mendigar.

 

  • Contrate apenas guias treinados e certificados e de preferência da comunidade local. Além de serem bem preparados, eles conhecem mais a região e suas histórias.

 

  • Leve ecobags na bagagem para compras nos supermercados, roupas sujas, lixo e para trazer lembranças.

 

  • Visite os locais mais procurados fora da temporada. Os preços são mais baixos e o impacto do turismo é menor.

 

 

Thiago Cagna. Consultor EcoHospedagem.

 

Contribuíram com esta publicação

Revisão e edição de texto – Nathalia Pereira, Jornalista – www.nathaliapereira.com

 

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