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Um passeio pelas praias de Itajaí – SC



 

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Durante o ano de 2015 o Portal EcoHospedagem realizou o projeto “Na Rota da Sustentabilidade“, projeto em que visitamos as sete regiões mais turísticas do estado de Santa Catarina em busca de opções de turismo sustentável. Confira agora um dos passeios realizado por nós durante o projeto.

 

 

Todo turista que visita Itajaí não pode deixar de conhecer as praias da cidade, e para o turista que busca opções de turismo sustentável não é diferente, afinal a praia é um ótimo passeio para se ter contato com a natureza e com os moradores locais.

 

Como diz um amigo meu, o legal da praia é que ela é democrática, todo mundo pode ir, não paga para entrar, e a diversão é igual para todos! E foi nesta vibe que fomos conhecer as praias da cidade.

 

Praia Brava

Era um domingo à tarde e começamos nosso passeio pela Praia Brava, uma das mais famosas do estado. A praia é dividida em Brava Sul, onde estão a maior parte dos bares e restaurantes e a parte residencial, e Brava Norte, em que ficam algumas baladas famosas. Nosso passeio começou na Brava Sul, que além de ser muito bela, possui uma ciclovia em toda sua extensão, e uma faixa de restinga que acompanha toda a orla.

A restinga é hoje considerada Área de Preservação Permanente – APP, e é protegida por lei. Entre os benefícios da vegetação estão o equilíbrio da biodiversidade, controle da erosão da praia e proteção da costa contra efeitos da maré. E, felizmente, na Praia Brava, graças a um projeto para a proteção da restinga, a mesma encontra-se bem preservada em alguns pontos e em recuperação em outros.

 

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Por ter um mar literalmente “bravo”, a Praia Brava é frequentada principalmente por jovens, que fazem dali um refúgio nos dias mais quentes e também uma alternativa a sempre cheia praia de Balneário Camboriú. A Brava é também muito procurada por surfistas, que dizem que a a praia é uma das melhores da região para a prática do surf.

Cruzando um pequeno rio que separa as duas “Bravas” já estamos na Brava Norte que, por ter o acesso mais difícil, feito apenas via praia (onde cruza-se o rio), ou por uma pequena estrada vinda da Praia de Cabeçudas, ou ainda via trilha, também iniciada em Cabeçudas, é bem mais vazia que a Brava Sul. A praia é, na verdade a mesma que a Brava Sul, a diferença é que ela fica bem mais vazia. Menos de 1 km depois já chegamos a ponta da praia, de onde tem-se a opção de seguir via estrada ou via trilha para Cabeçudas.

 

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Canto do Morcego e Praia da Solidão

 

Optamos pela trilha, e depois de contornar algumas pedras chegamos ao Canto do Morcego, prainha bem conhecida dos locais (só é possível contornar as pedras com a maré baixa). Do Canto do Morcego, menos de 5 minutos de trilha morro acima e chega-se na bifurcação para descer para a Praia da Solidão, que é quase deserta devido ao difícil acesso ou para seguir caminho para a Praia de Cabeçudas.

 

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Seguimos pela trilha para Cabeçudas e menos de 10 minutos por um caminho bem fácil e bem movimentado já estávamos no começo da praia.

 

 

Praia de Cabeçudas

 

Saindo dá trilha, logo no comecinho da Praia de Cabeçudas, já encontramos uma simpática igrejinha. A Praia de Cabeçudas é totalmente diferente da Praia Brava, por possuir poucas ondas e estar bem próximo ao centro da cidade, o público que a frequenta é composto principalmente por famílias com crianças, ali os turistas tem disponíveis alguns restaurantes a beira mar, além de chalés e barracas que vendem alguns quitutes de praia.

A praia é pequena, tem cerca de 750 metros, então em menos de 10 minutos de caminhada já estávamos na pequena estradinha que liga Cabeçudas ao Molhes de Itajaí. Estradinha que por sinal é bem bonitinha, e vai beirando o morro e a praia até chegar ao Molhes, passando pelo Bico do Papagaio (grande pedra em forma de papagaio), a Praia do Jeremias, uma pequena porção de areia entre as curvas da estradinha e a Praia da Atalaia, sempre muito movimentada. A pé são cerca de 30 minutos da Praia de Cabeçudas até o Molhes, e no caminho, sempre cheio de pessoas fazendo caminhada ou correndo, tem-se uma bela vista da região.

 

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Molhes de Itajaí

 

O Molhes de Itajaí é algo muito legal, que nunca tínhamos visto antes. Para entender, tem-se que saber que o Porto de Itajaí fica no rio e não no mar, então os barcos tem que entrar rio adentro para chegar ao porto. E para permitir este acesso foi construído um canal por onde os barcos entram no rio. Cada “braço” do canal fica em uma cidade, Itajaí e Navegantes, sendo que o lado de Itajaí é fechado para carros, e o de Navegantes não.

O local é como se fosse um parque, é um grande “retão”, cercado de água, do rio de um lado e do mar do outro, onde as pessoas vão caminhar, andar de bike, de patins, de skate ou pescar, e é bem movimentado. Além das atividades em si, tem-se a opção de simplesmente sentar e apreciar a paisagem, ou ainda os surfistas pegando onda na praia da Atalaia e, de vez em quando, pode-se ver um daqueles navios gigantescos entrando ou saindo pelo canal.

 

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No canal entram navios de carga e também de passageiros (cruzeiros), e pelo tamanho deles e a pequena largura do canal, os barcos passam bem próximos de nós!

* Para os que tiverem mais sorte, de vez em quando são vistos golfinhos brincando na entrada do canal!

 

E assim terminamos nosso domingo de visita as praias e ao molhes de Itajaí, um passeio democrático, que todos podem fazer, de contato com a natureza e com a comunidade local! Só lembrando, sempre recolha seu lixo e jogue no lugar correto para que as prais permaneçam limpas e preservadas para todos nós.

 

Por Thiago Cagna

 

 

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