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Cavernas de Botuverá, mais de 1.000 metros de cavernas em Santa Catarina



 

Em um feriado de fevereiro de 2016, aproveitando que um casal de amigos do blog Nosso Mundo Novo, estava hospedado em casa, fomos conhecer mais uma atração turística muito legal de Santa Catarina e que poucos catarinenses e pouquíssimos brasileiros conhecem.

 

Estamos falando das grandiosas e inacreditáveis cavernas de Botuverá. São cerca de 1.200 metros de cavernas, com alguns pontos com grandes salões de 20 metros de altura! Mais um daqueles lugares difíceis de imaginar que existam.

 

 

Saímos de Itajaí por volta das 08:00 da manhã e a estrada foi tranquila até a cidade de Botuverá, vizinha de Brusque, já do centro da cidade até as cavernas a estrada que antes era de asfalto torna-se de terra e a velocidade cai bastante, mas como não é tão distante (15 km) rapidamente chegamos às cavernas. O caminho é bem identificado, então mesmo sem a ajuda do GPS não tem como se perder.

 

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Já na chegada uma grata surpresa, o parque, que é mantido pela Prefeitura, é muito bem cuidado. Logo na entrada um estacionamento para carros e ônibus e ao lado um restaurante com opções de salgados e lanches, além de refeições completas para um almoço caprichado.

O parque conta também com espaços com churrasqueiras, que podem ser utilizadas gratuitamente pelos visitantes, e uma trilha para uma cachoeira. Como depois de visitar as cavernas ainda iríamos até a cidade de Presidente Nereu almoçar e tomar café da tarde no Sitio Colina, uma propriedade da acolhida na colônia, tivemos que apressar o passo e por isso fomos diretamente ao receptivo das cavernas.

 

 

O Passeio

Para não degradar as cavernas e assim manter o parque protegido para as próximas gerações poderem aproveitá-lo, o acesso de turistas é controlado e feito apenas com guias. Cada grupo é formado por até 15 pessoas e, exceto para grupos maiores, o agendamento é feito pessoalmente no receptivo das cavernas.

Chegamos por volta das 10:00 e um grupo havia saído cerca de 10 minutos antes e então entramos para o próximo grupo, o das 10:45. Nos dias movimentados os passeios saem a cada 1 hora.

Logo que o visitante chega ao receptivo, ele informa seu nome e quantas pessoas estão com ele e logo fica sabendo o horário de sua turma. Pontualmente no horário agendado vamos para uma sala onde vemos um breve vídeo sobre as cavernas e as regras para manter o local protegido. No vídeo ficamos sabendo que o complexo de cavernas possui mais de 1 km de comprimento, mas o local visitado tem cerca de 200 metros.

As regras são que crianças abaixo de até quatro anos não podem fazer o passeio e que não é permitido levar câmeras ou qualquer outro objeto que o visitante tenha que segurar na mão. Uma notícia que não agrada muita gente, ainda mais nós que adoraríamos tirar algumas fotos para mostrar para vocês leitores, mas é uma regra que no final do passeio faz todo o sentido, pois apesar de ser um passeio que não exige muita preparação física é cheio de espaços pequenos, com curvas e locais que temos que passar abaixados e, com certeza, uma câmera atrapalharia bastante o passeio e, o principal, aumentaria bastante a chance dos visitantes danificarem a caverna, como já aconteceu, ou influenciarem o ambiente pelo uso do flash. As fotos serão guardadas na memória! Para mostrar para vocês, pegamos as fotos que a própria Prefeitura disponibiliza.

Após o vídeo pagamos a taxa de visitação (R$ 14,00 adulto e R$ 7,00 crianças, estudantes e pessoas acimas de 60 anos) e recebemos uma chave para guardar todos os pertences no armário e em seguida recebemos nossos capacetes.

 

 

A caverna

São alguns degraus até chegarmos na entrada da caverna que, como conta nosso guia, é uma das pouquíssimas alterações realizadas na caverna. Na época de sua descoberta, por caçadores locais, a entrada não passava de um pequeno buraco, e hoje, para facilitar a visitação, ela tem o tamanho de uma porta.

É só cruzarmos a entrada e a mudança é incrível! O ambiente fica muito úmido e escuro, e a temperatura, que lá fora girava em torno de uns 30° já despenca para 20°. Aqui uma curiosidade muito legal, independente da temperatura externa a temperatura interna da caverna é sempre 20°. Um ar condicionado ecológico e permanente, isso é a natureza!

 

 

O passeio segue por um caminho feito no chão da caverna (mais uma das poucas interferências do homem na caverna), em alguns locais o caminho torna-se bem estreito, já em outros é necessário passar abaixado e em alguns pontos algumas escadarias fazem o turista suar!

O caminho percorrido é pequeno, são cerca de 400 metros (ida e volta), mas o chão sempre úmido, as passagens pequenas e difíceis e as várias paradas para apreciar o local fazem o passeio durar cerca de 45 minutos.

Seguimos em fila passando por três diferentes “salões”, o do órgão, o da geleira e o da catedral, e no percurso, além de descobrirmos o porquê de cada nome, o guia vai nos contando a historia da caverna bem como nos mostrando algumas curiosidades dali, como as maiores estalactites, estalagmites, colunas e outras formações.

 

“O complexo de cavernas foi formado pela dissolução de rochas carboníferas do período Pré-cambriano, há pelo menos, 65 milhões de anos e caracteriza-se por possuir galerias e amplos salões ornamentados.”

 

 

Ele também nos conta que ali dentro não foram achados sinais de que pessoas viveram lá dentro no passado, como inscrições ou sinal de fogo. E para entendermos o porquê, já que pensamos que um espaço grande e seguro daquele seria uma moradia perfeita, o nosso guia (para nervosismo da Stella do Nosso Mundo Novo, que apesar de ser um pouco claustrofóbica, estava indo super bem!) apaga toda a iluminação artificial da caverna e ficamos na penumbra total, todos em silêncio, apenas ouvindo o som do pinga pinga que foi moldando a caverna ao logo destes 65 milhões de anos.

 

No final do passeio mais uma vez o choque de temperatura e ambiente… da agradável e escura caverna para a quente e clara floresta!

 

O passeio vale muito a pena, pois além de ser bem organizado e contar com uma boa estrutura, é mais uma daquelas obras da natureza que só conseguimos entender vendo de perto!

 

 

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Distâncias

Balneário Camboriú – 62 km

Blumenau – 63 km

Brusque – 22 km

Florianópolis – 140 km

 

 

Telefones:

(47) 3359-1100 / (47) 3087-8387

 

Site: www.botuvera.sc.gov.br/turismo-lazer/parque-das-grutas/

 

Horário de visitação:

De Terça a Domingo
8h às 17h (primavera e verão)
8h às 16h (outono e inverno)

 

Por Thiago Cagna

 

 

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