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Parque do Rio Vermelho – Trilha Ecológica e Camping



 

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Durante o ano de 2015 o Portal EcoHospedagem realizou o projeto “Na Rota da Sustentabilidade“, projeto em que visitamos as sete regiões mais turísticas do estado de Santa Catarina em busca de opções de turismo sustentável. Confira agora um dos passeios realizado por nós durante o projeto.

 

 

Parque do Rio Vermelho

 

Era um domingo de manhã quando fomos visitar a trilha ecológica do Parque Estadual do Rio Vermelho, localizado no Leste da ilha de Florianópolis, junto a Lagoa da Conceição. Na trilha, que foi inaugurada no meio do ano de 2014, é possível ver diversos animais resgatados em ações de combate ao tráfico ou que são recolhidos nas zonas urbanas de todo o estado.

 

Apesar de não indicarmos a visita a zoológicos como uma alternativa de passeio sustentável, este é um caso especial e que entra nesta categoria, pois além do contato com a natureza, a trilha busca, mais do que qualquer coisa, a conscientização dos visitantes para a importância de se proteger estes animais.

 

Os animais abrigados lá vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres, gerenciado pela Fatma – Fundação do Meio Ambiente – e pela Polícia Militar Ambiental. Portanto, são animais que não podem retornar ao habitat natural por alguma deficiência física

 

O acesso à entrada da trilha é muito fácil, fica na Rodovia João Gualberto Soares, km 14 (SC-406), bem junto a Lagoa da Conceição e alguns quilômetros após passar a entrada para a Barra da Lagoa, vindo do Sul.

 

Lá um grande local para estacionamento de carros e uma área de margem da Lagoa, que atrai alguns turistas para curtir um banho ou para a prática de esportes náuticos.

 

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A trilha é administrada pela R3 Animal, uma OSCIP sem fins lucrativos, que tem como missão resgatar, reabilitar e reintroduzir animais silvestres ao seu habitat.

 

Seus voluntários profissionais atuam tanto no tratamento dos animais como na conscientização dos visitantes. Além de educarem e capacitarem membros das comunidades locais para se tornarem guardiões do meio ambiente.

 

Durante o passeio os guias, que são da R3 Animal e sempre acompanham os passeios, frisam bastante que estes animais que estão lá são animais que infelizmente, devido a amputações, asas quebradas ou até costume, não podem mais voltar para seus habitats naturais, pois lá fatalmente morreriam e por isso estão na trilha, ajudando os guias a conscientizar os visitantes da importância de protegê-los.

 

Chegamos e fomos direto para a entrada da trilha, de onde saem as visitas guiadas a cada 30 minutos (durante os finais de semana). Na fila muitas crianças e idosos, mostrando que o caminho de cerca de 1 km, todo feito por meio de passarelas de madeira, é bem tranquilo e pode ser realizado por todas as idades.

 

Logo o passeio começa e já no começo a primeira parada para a guia Letícia nos contar a história do parque e o porquê destes animais estarem ali, além de falar da importância de não comprarmos animais silvestres, bem como denunciar o tráfico de animais.

 

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Começamos então a ver os animaizinhos que, apesar de já terem sido tratados pelos veterinários, não podem mais voltar ao seu habitat natural, pois sofreram danos irreversíveis e que impediriam sua adaptação. Um a um a guia vai nos contanto a história deles.

 

São macacos, aves, felinos e muitos outros. São mais de 35 espécies no total, com quase 150 animais. Muito legal poder vê-los de perto, mas ao mesmo muito triste, pois são 150 animais que foram tirados de seu ambiente devido a ganância e, às vezes, desconhecimento humano.

 

Cerca de 30 minutos depois chegamos ao viveiro gigante. Uma grande área fechada com grade em que após passarmos por um portão estamos dentro do ambiente em que os pássaros ficam soltos. São papagaios, pombas e outros vários pássaros, e um em especial, a saíra-azul. Passarinho pequenino e muito, mas muito curioso.

Foi entrarmos no recinto e ele logo pousou em cima da câmera fotográfica e ali ficou, bicando tudo que era possível, inclusive embaixo da unha da Nathalia. E ele já é famoso por isso, sempre que os grupos passam ele se apressa em escolher uma alvo para cutucar!

 

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Saindo do viveiro chega a vez das tartarugas, aquáticas e de terra. Aquelas que são compradas em feiras e que depois que crescem são abandonadas. Lá encontramos várias, que foram aprendidas de traficantes ou que foram abandonas ou “devolvidas” por seus antigos donos.

 

E para fechar o divertido e educativo passeio chega a hora de darmos um pouco de nós para o meio ambiente. Brincadeiras a parte, fica o alerta para levar repelente, pois a última parada, em um bosque no final do passeio, é um banquete para os mosquitos nos picarem.

 

A trilha termina na beira da lagoa. E lá também existe um espaço para picnic. Como no parque não tem lanchonetes, você pode levar seu lanche e aproveitar o espaça em meio a natureza.

 

O passeio é muito recomendável. Local com ótima estrutura e gratuito. E apesar dos animais estarem presos, estão ali pois não conseguiriam voltar a seu habitat natural e morreriam. Mas que hoje, junto com os guias, ajudam a conscientizar crianças e adultos sobre a importância de não ter animais silvestres em casa.

 

Contato Parque Estadual do Rio Vermelho 

 

Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h. Mais informações no site da FATMA.

Contato: www.facebook.com/scfatma / www.fatma.sc.gov.br

 

 

Camping do Rio Vermelho

 

No caminho para a entrada da trilha, próximo à sua entrada, passamos em frente a um camping que nos chamou a atenção e decidimos passar lá em nossa volta. E a parada valeu a pena.

 

O Camping Parque do Rio Vermelho é um local muito agradável, pois além de estar no meio de um parque, possui fácil acesso via trilha à praia do Moçambique, a Lagoa da Conceição e ao passeio que acabamos de contar.

 

Além disso a estrutura do Camping é muito boa, contando com as facilidades abaixo:

 

  • Vigilância 24 horas
  • Restaurante com opções de alimentação integral vegetariana e orgânica (no verão)
  • Wi-fi
  • Banheiros com água quente (chuveiros elétricos)
  • Quiosques com churrasqueiras
  • Quadra de vôlei de areia e futebol de campo
  • Mesas de jogos
  • Estacionamento
  • Trilha de 500 m até a Praia do Moçambique
  • Trilha de 500 m até o Paraíso da Lagoa da Conceição
  • 77 pontos de energia
  • Vaga para 600 barracas

 

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Mas além de impactar menos o meio ambiente simplesmente por ser um camping, o pessoal do CEPAGRO, que administra o Camping faz um trabalho muito legal para a sustentabilidade. Lá todo o lixo gerado é separado, e os secos são encaminhados para a reciclagem e os orgânicos são compostados no próprio camping.

 

Realizam também muitos eventos durante o ano, em que ensinam práticas de sustentabilidade, como oficinas de técnicas de bioconstrução, de compostagem, oficinas culturais, oficinas de produção de mudas e por ai vai.

 

No Camping existe também uma horta, que abastece parte do consumo dos colaboradores e também faz parte dos projetos educativos do parque, um restaurante que oferece algumas opções de pratos vegetarianos e orgânicos e trilhas pelo parque.

 

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Pelas ações desenvolvidas e pela boa estrutura do local, o Camping é uma boa opção de hospedagem alternativa em Florianópolis.

 

Funcionamento

Alta temporada: a recepção funciona todos os dias das 8h às 22h. Quem chegar depois desse horário deverá acampar no estacionamento com vigilância.

Baixa temporada (abril a novembro): a recepção funciona todos os dias das 8 às 20h; camping disponível também mediante agendamento de grupos e eventos.

 

Valores

Barraca R$ 20,00 por pessoa

Trailer R$ 25,00 por pessoa

Visitante R$ 10,00 por dia

 

Contatos

Telefone: (48) 9808.1375

Site: www.campingriovermelho.wordpress.com

Email[email protected]

Facebook: www.facebook.com/campingparquedoriovermelho

Localização: Rodovia João Gualberto Soares (SC-406), km 14

 

 

Parque do Rio Vermelho

 

Já que falamos tanto do Rio Vermelho, vamos contar um pouco sobre o Parque do Rio Vermelho, que abriga os dois destinos que mostramos neste post. O parque foi criado em 2007 e seus limites são o distrito de São João do Rio Vermelho ao norte, a Lagoa da Conceição ao oeste, a praia de Moçambique ao leste e o distrito da Barra da Lagoa ao sul.

 

O parque tem uma área de 1.532 hectares e atualmente é composta por 11% de Mata Atlântica, 54% de restinga e por 35% de ecossistemas alterados devido ao plantio e a invasão de pinheiros e eucaliptos.

 

São mais de 160 espécies vegetais nativas, pertencentes a três tipos de restinga – herbácea (66 espécies), arbustiva (14 espécies) e arbórea (100 espécies). Há uma espécie de planta encontrada na área do parque, que foi descoberta em 1964 e até hoje não foi encontrada em nenhum outro lugar do mundo, trata-se da Mimosa Catharinensis Burkart, um arbusto trepador com presença de espinhos.

 

No parque foi registrada a ocorrência de 106 espécies de aves silvestres e 15 espécies de répteis, sendo um deles o lagartinho-da-praia, uma espécie rara, ameaçada de extinção que vive somente nas dunas do litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

 

Fonte: www.fatma.sc.gov.br/conteudo/parque-estadual-do-rio-vermelho

 

 

Por Thiago Cagna

 

 

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