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Pousada sustentável, aldeia indígena, cratera e muito mais – Polo de Ecoturismo de São Paulo



 

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Durante nossas visitas em busca de opções de turismo sustentável na cidade de São Paulo fomos surpreendidos ao descobrir que a cidade possui um Polo de Ecoturismo já estruturado.

Na verdade, o polo é recente e por isso ainda não está tão estruturado assim, mas já foi um bom início para incentivar este tipo de prática na cidade.

 

Depois de contarmos sobre a história do Polo de Ecoturismo, sobre a Pousada Silcol e a Cachoeira do Sagui, nesta publicação contaremos um pouco mais sobre o Centro Paulus e outras opções de passeio na região de Parelheiros, extremo sul de São Paulo.

 

O que você vai ver nesta matéria:

 

Pousada Centro Paulus

A história de Parelheiros e sua colonização alemã e japonesa

Plantação de arvores ornamentais

Aldeias Indígenas e Cratera de Meteoro

 

 

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“No extremo sul da capital estão localizados dois distritos da subprefeitura de Parelheiros: Parelheiros e Marsilac, e também a subprefeitura da Capela do Socorro, que contempla a Ilha do Bororé. Juntas, elas formam o Polo de Ecoturismo da cidade de São Paulo.

Esportes radicais, passeios em família, visitas a espaços históricos, uma tarde de pescaria… Você só precisa de disposição, um par de tênis e uma câmera para registrar momentos inesquecíveis na região do extremo sul da cidade.

Quem visita a região pode encontrar duas aldeias indígenas (Krukutu e Tenondé-Porã) e contemplar três bacias hidrográficas: Capivari, Guarapiranga e Billings. São quilômetros de Mata Atlântica intocados – a área ocupa quase 25% da cidade de São Paulo.

O Polo é isso: história, cultura, ar puro e muita natureza!”

Fonte: www.cidadedesaopaulo.com/ecoturismo

 

 

Criado pela Prefeitura de São Paulo em janeiro de 2014, o Polo de Ecoturismo do Município de São Paulo possui um Conselho Gestor específico com representação de diversos setores ligados ao turismo, hospedagem, serviços, instituições, governo e produtores agrícolas com o objetivo de estimular a economia na região.

 

Veja mais sobre as opções de turismo do polo em www.cidadedesaopaulo.com/ecoturismo/?lang=pt

 

 

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Veja primeira matéria sobre nossas visitas ao Polo de Ecoturismo de São Paulo ←

 

→ Veja aqui outros passeios de Turismo Sustentável que já realizamos na cidade de São Paulo ←

 

 

Tiramos dois dias para conhecer a região e para tal contatamos duas pousadas do bairro de Parelheiros para nos ajudarem a descobrir um pouco mais das opções de Turismo Sustentável no extremo sul da cidade de São Paulo.

 

 

 Centro Paulus

 

Dando sequência a nossas visitas ao Polo de Ecoturismo de São Paulo chegamos bem cedo ao Centro Paulus e fomos recebidos com um farto café da manhã por um dos sócios, o Tulio.

O Centro Paulus é um agradável meio de hospedagem localizado em Parelheiros, próximo da maioria dos passeios da região. Lá o hospede tem à sua disposição diferentes opções de quartos e uma ótima estrutura.

 

Com espaço para café da manhã e refeições, varandinha com rede e sofás para um descanso em meio a natureza, ambiente com televisão e jogos de tabuleiro, além de uma trilha que se inicia dentro da propriedade e passa por dentro de um parque municipal.

 

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Além disso o Centro possui uma ótima estrutura para receber grupos, seja de estudos ou de trabalho, contando com várias salas espaçosas e equipamentos como projetor, cadeiras e mesas.

 

Tudo isso sem nos esquecer do principal, tudo bem limpo e muito bem decorado e com muitas ações de sustentabilidade! Uma ótima opção de hospedagem para quem estiver visitando a região.

 

Após o delicioso e farto café da manhã, em que Tulio nos conta um pouco mais sobre o Centro Paulus e sobre o turismo na região, fomos passear para conhecer algumas destas atrações pessoalmente. Você pode ver todos os detalhes e informações do Centro Paulus em nossa matéria sobre a pousada.

 

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Cratera de Meteoro, Tribo Indígena e outros passeios na região

 

Como são muitas opções de passeios, optamos, nesta segunda visita, por tentar saber mais sobre a maioria dos passeios, mas não realizar nenhum, para assim poder mostrar várias opções de passeios para nossos leitores.

 

Saímos em direção a Cratera de Colônia, sim é a cratera de um meteoro que caiu a milhões de anos no planeta, mas essa história contaremos mais tarde e durante o caminho vamos conhecendo um pouco mais da história da região.

 

 

A história de Parelheiros e sua colonização alemã e japonesa

 

Parelheiros recebeu este nome devido às diversas corridas de cavalos (parelhas) entre germânicos e brasílicos. Por determinação e convite do governo imperial, um grupo de 200 imigrantes chegou a São Paulo em 1827.

 

Eram alemães, austríacos e suíços que vinham para o estabelecimento de uma colônia agrícola.

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Depois de um ano de estudos e discussões sobre o local onde deveria ser instalada a colônia, o governo provincial optou por uma área distante à cerca de 50 km do centro da cidade, que ficou conhecida como Colônia Alemã.

 

A posse do território começou com a chegada de 94 famílias alemãs em 1.829, cujos remanescentes habitam até hoje a região. Esses primeiros imigrantes extraíam e forneciam madeira bruta para serrarias instaladas em Santo Amaro. Lá, essas toras eram transformadas em móveis e apetrechos para a construção civil.

 

Sem o apoio do governo e enfrentando toda sorte de dificuldades, a colônia entrou em rápida decadência, levando muitos a deixarem a região. Mais de um século depois, durante a Segunda Guerra Mundial, a denominação Colônia Alemã foi substituída por Colônia Paulista, ou, simplesmente, Colônia.

 

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Outro marco importante e histórico de Parelheiros é um dos seus cemitérios, também localizado no Bairro Colônia. O cemitério mais antigo de São Paulo foi fundado por alemães e tem 178 anos. O terreno foi doado por Dom Pedro I a um grupo de 200 imigrantes, a maioria alemã.

 

Como o grupo era dividido entre católicos e protestantes, o cemitério, que integrava um pequeno núcleo formado por casas de taipa ou madeira e uma igreja bem simples, também foi separado.

 

O cemitério não é grande, mas por falta de recursos e apoio do governo para a manutenção acabou sendo fechado durante a Segunda Guerra Mundial. A desativação total ocorreu em 1996. A reabertura só ocorreu em 18 de novembro de 2000, depois que entidades e associações alemãs se empenharam em recuperar o cemitério.

 

Franz Schmidt, vice-presidente da Associação dos Cemitérios Protestantes, que administra atualmente o cemitério, diz que ninguém sabe o número de mortos enterrados antes do fechamento. De 2000 até agora, 90 pessoas foram sepultadas.

 

 

Confira documentário sobre a colonização da região

 

 

 

Plantação de árvores ornamentais

 

Por volta de 1940, a região passou a receber também imigrantes japoneses, que vieram para explorar a agricultura e também ajudaram no desenvolvimento da região, transformando os distritos de Parelheiros e Marsilac na maior área agrícola de São Paulo.

 

Sinceramente nunca pensei que visitar propriedades que plantem árvores ornamentais fosse ser interessante, mas em nosso passeio pela região, enquanto passávamos por pequenas ruas de terra, algumas propriedades à margem da estradinha começaram a nos chamar atenção.

 

Na primeira delas uma porção de mini árvores de natal, um jardim delas, muito legal. Nas seguintes uma mistura de mini árvores de natal, em fase de crescimento para a época em que vão enfeitar as casas dos paulistanos, e outras arvorezinhas pequenas, mas em formatos muito legais.

 

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Fizemos uma parada rápida para observá-las da rua mesmo, mas com certeza se uma dessas propriedades fosse aberta ao turismo seria uma boa opção para visitar.

 

A região possui vários sítios e fazendinhas que produzem também lenha, hortaliças, flores e as plantas ornamentais. Hoje, a Igreja Messiânica, de origem nipônica, tem seu maior templo fora do Japão: o Solo Sagrado de Guarapiranga, inaugurado em 1995, localizado em Parelheiros.

 

 

Aldeias Indígenas

 

Além dos brasileiros de todos os estados, distribuídos em 200 bairros, há duas aldeias indígenas Pyau (Krucutu) e Tenondé Porá (Morro da Saudade), de um subgrupo guarani, com cerca de 1.000 pessoas, localizadas na Estrada da Barragem e que mantém vivas sua língua, cultura, religião. Cada uma conta com escola específica para a educação infantil indígena e o CECI – Centro de Educação e Cultura Indígena.

 

As crianças passam o dia na escola em contato direto com sua cultura, sob a guarda de suas mães e de monitores guarani. A partir dos 7 anos, os meninos e meninas passam a frequentar a EE Indígena Guarani Gwyrapepo.

 

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As visitas as aldeias têm que ser agendadas previamente com uma agência da região e esta contratará um guia da aldeia para guiar a visita. Apesar de termos optado por não realizar nenhum passeio, para assim poder pelo menos passar por mais de uma opção de turismo na região, passamos por dentro de uma das aldeias.

 

Aqui cabe deixar claro para os turistas que optarem por visitar a aldeia que eles não verão aquelas aldeias que vemos em filmes e novelas. Aldeias como estas, bem tradicionais, podem ser vistas em pouquíssimas regiões do Brasil.

 

Atualmente a maioria delas já sofreu influência ocidental e funcionam como verdadeiros bairros, mas que mantém alguns detalhes de aldeia.

 

Nas aldeias do Polo de Ecoturismo de São Paulo não é diferente. As ocas são casas de alvenaria, os índios usam roupas “normais”, a grande maioria fala português e as aldeias possuem serviços como escola, posto de saúde, campo de futebol e etc.

 

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Foto de Miguel Garcia

 

Mas o interessante da visita, que acontece com o guia da aldeia, é exatamente conhecer um pouco mais da vida atual destes índios, que apesar de ainda manterem muitos de suas tradições, já adotaram muitos costumes do mundo moderno também.

 

A visita guiada a aldeia tem um custo de R$ 15,00 a R$ 50,00 por pessoa (04/2016).

 

Cratera de Meteoro

 

Chegamos então ao ponto final de nosso passeio para conhecer alguns atrativos da região, a Cratera da Colônia. A Cratera, que é a principal atração do patrimônio geológico da cidade de São Paulo, foi criada com um impacto de um meteoro de estimados 200 metros de diâmetro há milhões de anos, formando uma cratera de 3,6 km de diâmetro.

 

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No Brasil existem apenas cinco destas estruturas, e cerca de 70 no mundo todo. Porém, a cratera de Colônia é a mais próxima de um ambiente urbano (está a 35 km do centro da cidade). Por isso, é um patrimônio natural tombado pelo Condephaat.

 

Junto com uma cratera na Alemanha, elas são as duas únicas crateras urbanizadas no mundo!

 

Hoje dentro da cratera fica o bairro de Vargem Grande, que possui cerca de 40.000 habitantes. Mas visando conservar a área, que já vem sendo muito degradada por conta de ocupações irregulares, foi criado um parque na região, e atualmente nenhuma nova construção pode ser erguida ali.

 

A região tem muitos outros passeios, são mais de 10 cachoeiras, trilhas que vão de São Paulo até o litoral, uma das estações ferroviárias mais antigas do estado e muito mais! Clique nos links para ver mais:

 

Turismo Cultural e Histórico

Trilhas Ecológicas

Turismo de Aventura

Turismo Religioso

Aldeias Indígenas

Centros Culturais

Mirantes

Parques

Rios e cachoeiras

Artesanato local

Produtos orgânicos e produtores

Agroecologia

 

 

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Veja mais sobre o Polo de Ecoturismo de São Paulo

Guia Ecoturismo e Agroecologia no Extremo Sul de São Paulo from EcoHospedagem

 

 

 

Fontes consultadas: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/parelheiros/historico/index.php?p=411

 

Por Thiago Cagna. Consultor EcoHospedagem.

 

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Comentários



Uma Resposta para Pousada sustentável, aldeia indígena, cratera e muito mais – Polo de Ecoturismo de São Paulo

  1. Rosa Maria Pacheco Leandro diz:

    Eu gostaria de participar de uma excursão para essa pousada.Não vou sozinha. Quando organizarem, me comuniquem, por favor. Sou aposentada, tenho 69 anos e costumo viajar em excursões do Sesc e outras bem organizadas.

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